terça-feira, 1 de abril de 2014

Qual é o futuro da mídia impressa ?

Há algum tempo o mercado da mídia impressa tem feito movimentos que nos fazem pensar se o mercado de mídia impressa está a perigo. Alguns dos principais jornais reduziram o número de jornalistas e colaboradores.  Agora é o segmento de revistas. Na verdade, a demissão em redações jornalísticas tem acontecido no mundo todo.  Em um post do dia 02/06/2014, Luis Nassif comenta sobre essa “tendência”. A aposta das redações será um profissional com um smartphone ou Iphone no bolso para fazer cobertura e fotografia momentânea do fato.  Lembro de ouvir meu ex-chefe em 2010, orientando os jornalistas da Tribuna Impressa a fazer exatamente isso. A idéia era cobrir e editar o fato diretamente do local dos acontecimentos.
A idéia não é de todo ruim, mas sabemos que uma apuração como essa, pode haver perdas de informações, ou erros podem ser cometidos, no afã de registros ao vivo. É preciso tarimba, experiência, mas é preciso lembrar, que neste momento nem sempre o  profissional destinado a cumprir essa missão.
Isso chama a atenção para o outro lado. Jornalistas brasileiros demitidos ou cansados deste novo modelo de jornalismo (ou de se fazer comunicação),criaram um grupo intitulado ‘’NINJA’’ Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação.  A proposta desses profissionais é fortalecer o movimento chamado por eles de “midialivrismo”, a liberdade e independência das mídias.
Mudam os leitores, mudam os profissionais e ambos mudam o meio de comunicação. Creio que caminhamos sem sombra de dúvida pela comunicação on demand. Mas esqueça o amadorismo.  Hoje em dia temos gadgets, aplicativos e uma galera muito melhor  informada para gerir e gerar a comunicação. Eu creio que em um futuro bem próximo, além de o jornalismo ser on demand, ele poderá ser consumido de maneira vertical, ou seja, o leitor ou usuário poderá consumir somente as editorias que desejar.

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