Há algum tempo o
mercado da mídia impressa tem feito movimentos que nos fazem pensar se o
mercado de mídia impressa está a perigo. Alguns dos principais jornais
reduziram o número de jornalistas e colaboradores. Agora é o segmento de
revistas. Na verdade, a demissão em redações jornalísticas tem acontecido
no mundo todo. Em um post do dia 02/06/2014, Luis Nassif comenta sobre essa “tendência”. A aposta das redações será um
profissional com um smartphone ou Iphone no bolso para fazer cobertura e
fotografia momentânea do fato. Lembro de ouvir meu ex-chefe em 2010,
orientando os jornalistas da Tribuna Impressa
a fazer exatamente isso. A idéia era cobrir e editar o fato diretamente do
local dos acontecimentos.
A idéia não é de
todo ruim, mas sabemos que uma apuração como essa, pode haver perdas de
informações, ou erros podem ser cometidos, no afã de registros ao vivo. É
preciso tarimba, experiência, mas é preciso lembrar, que neste momento nem
sempre o profissional destinado a cumprir essa missão.
Isso chama a
atenção para o outro lado. Jornalistas brasileiros demitidos ou cansados deste
novo modelo de jornalismo (ou de se fazer comunicação),criaram um grupo
intitulado ‘’NINJA’’ Narrativas
Independentes, Jornalismo e Ação. A proposta desses
profissionais é fortalecer o movimento chamado por eles de “midialivrismo”, a
liberdade e independência das mídias.
Mudam os
leitores, mudam os profissionais e ambos mudam o meio de comunicação. Creio que
caminhamos sem sombra de dúvida pela
comunicação on demand. Mas esqueça o amadorismo. Hoje em
dia temos gadgets, aplicativos e uma galera muito melhor informada para
gerir e gerar a comunicação. Eu creio que em um futuro bem próximo, além de o
jornalismo ser on
demand, ele poderá ser consumido de maneira vertical, ou seja,
o leitor ou usuário poderá consumir somente as editorias que desejar.
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