domingo, 6 de abril de 2014

A qualidade salvará a mídia impressa!

A avalanche de informações proporcionadas pela internet tornou difícil a vida dos jornais. No entanto, a salvação está na “capacidade de analisar os fatos de uma maneira inteligente, profunda e sem a pretensão de impor as ideias próprias a quem as lê”, que por vezes não ocorre na mídia digital.

Ao longo da história tem sido muito raro que uma mídia realmente importante desapareça. Apesar dos vários anúncios de seu fim, o rádio sobreviveu à televisão; o cinema sobreviveu à televisão e ao DVD; o CD e o DVD vêm sobrevivendo, pelo menos por enquanto, à internet. Há casos impressionantes. O disco de vinil por exemplo, tem ainda muitos compradores fiéis e até mesmo as fitas cassete têm mercado! Assim, se todas  essas mídias permanecem, porque a mídia impressa - tão prática, tão barata, tão acessível,  tão incorporada a todas às culturas e, ainda mais, tão ecologicamente sustentável -  desapareceria, sufocada pelas novas tecnologias? Aliás, a primeira mídia, pré-histórica ainda, era constituída pelas paredes das cavernas. Quando vejo grafites e pichações  espalhadas pela cidade, ouso dizer quem nem mesmo essa desapareceu...




Mídia impressa pode propiciar melhor leitura. Até agora a qualidade de textos e imagens impressas continua insuperável em comparação com a das mídias eletrônicas. As desvantagens da informação impressa parecem ser a demora na sua atualização, a impossibilidade de navegar para informações complementares (hipertexto) e ausência de animação. No entanto, tudo isso pode ser mais adequado para uma leitura atenta e concentrada. Recursos de hipertexto e animação podem distrair a atenção e desviar o foco do leitor. A mídia impressa a vantagem dos formatos. Por uma questão de preço e de portabilidade, as telas dos tablets e e-readers são relativamente pequenas. A mídia impressa pode aproveitar a abundância de espaço para oferecer imagens mais impactantes e textos mais bem diagramados tornando a leitura muito mais agradável e confortável. Nas telas das mídias eletrônicas a falta de espaço torna difícil estabelecer hierarquias visuais que ajudem o leitor a decodificar a informação.

 Por Aline Lopes Rocha.

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