Há muito tempo se fala sobre o fim da mídia impressa. Mas como será o futuro dos informativos periódicos que fazem parte de nossas vidas por tanto tempo?
A cada novo meio de comunicação que surge, o debate sobre o termino dos jornais retorna. Será o rádio o substituto do jornal? Ou poderá a televisão exterminar este meio? Em ambos os casos a mídia impressa conseguiu coexistir. Porém com a internet, que preserva uma forma de organização do conteúdo similar ao jornal, acrescentando o conceito de hiperliks, surgiu como uma ameaça real. Mais recentemente com o lançamento do primeiro tablet "popular"em 2010, a experiência de portabilidade do jornal passou a ser replicada através da prancha digital móvel.
Os jornais e revistas correram atrás de se reinventar. Além de irem para internet com portais de notícias e com modelos de assinatura digitais, no meio impresso trabalham com layouts próximos da estéticas da internet, inclusive criando conexões entre notícias e seções similares ao conceito de hiperlinks.
Um grande desafio é de como incentivar pessoas na imersão em um conteúdo extenso em uma geração onde a dispersão é umas das características, fruto do crescimento de estímulos visuais.
Jornais e revistas são ainda uma ótima fonte para ter conteúdos atualizados e densos,diferente do meio digital que, muitas vezes, se perde um uma superficialidade. Porém o grande questionamento para garantir ou não a sua sobrevivência é o perfil desta nossa geração "google". Teremos uma geração focada em discursos superficiais ou ainda existe espaço para profundidade? Não é o tablet, o computador ou qualquer outro meio que determinará a extinção dos jornais. Quem pode ser o meteoro mensageiro do fim é o ser humano e sua busca por conhecimento. E, infelizmente, vivemos em uma realidade onde o conhecimento está cada vez mais superficial.
por Pamela de Carvalho Ribeiro


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